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Dos dias 19 a 21 de dezembro de 2007 foi realizado o tradicional Fuyu no Kenshu organizado pelo Kaigai Nikkeijin Kyokai na JICA de Yokohama. Eram 19 inscritos, sendo 18 brasileiros e 1 peruano, todos descendente de japoneses vindos de Kyushu a Hokkaido.
Muitos deles, senão todos, mal sabiam do que se tratava o Fuyu no Kenshu. Foram porque seria mais uma viagem a ser feita, mais um encontro de amigos ou porque o próprio tantosha recomendou. Convenhamos, a bela vista dos quartos da Jica já compensou bastante a ida ao kenshu, um verdadeiro hotel de luxo.
Fomos recebidos com uma bela feijoada acompanhada de coxinhas, risoles e croquetes e um brinde ao início dos três dias de palestras que estavam por vir. Isso mostra o quão nós, nikkeys latino americanos, somos importantes como intermediários entre nossos países e o Japão. Mostrando que não somos os únicos preocupados em manter a tradição japonesa na terra do samba e, mesmo que o período de imigracao tenha passado, ainda há pessoas interessadas em divulgar essa cultura milenar
Visitamos o museu do imigrante japonês, que segundo uma das moradoras da Jica, recebe pouco visitantes. Uma pena, pelo tanto de história e curiosidade que guarda sobre nossos ascendentes, muitas coisas que não aprendemos na escola e que não estão em livros.
Tivemos uma fantástica apresentação de marionetes japonesas que estará presente nas festividades do “Centenário da Imigração Japonesa” no Brasil entre setembro e outubro de 2008.
Ainda contamos com a ilustre presença e sábias palavras de Noemia Hinata, autora dos dicionários de japonês-português e português-japonês, abordando o tema “Diferenças dos meios de se comunicar no Brasil e Japão”. Segundo ela, mesmo morando no Japao há quase 40 anos, ainda carrega alguns costumes brasileiros - comentando várias situações que muitos de nós já passamos algum dia aqui.
Não podemos deixar de comentar das festinhas no quarto 506, dos passeios por Yokohama: Chukagai (China Town), patinação no gelo no Akarenga, Osanbashi e a Bay Bridge. Como todos os outros encontros, foi um evento inesquecível. Foi uma oportunidade de reforçar a idéia de que não podemos deixar de divulgar a cultura japonesa no Brasil e, consequentemente, as bolsas de estudos no Japão, uma vez que o número de bolsistas e participantes no Fuyu no Kenshu tem diminuído a cada ano. Será uma pena se nossos descendentes não puderem usufruir disso tudo que estamos vivendo nesse ano tão intenso de nossas vidas.
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